Depois de ter conquistado para Valongo o estatuto de REDE NATURA 2000, Afonso Lobão reitera a sua pretensão de Valongo conquistar o estatuto de protecção para as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal.
"Autárquicas/Valongo: Socialista Afonso Lobão quer estatuto de protecção para as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal
2009-03-24 (in JN)
Porto, 24 Mar (Lusa) - O candidato socialista à Câmara de Valongo, Afonso Lobão, reclamou hoje o empenhamento das autarquias de Valongo, Gondomar e Paredes na conquista do estatuto de protecção para as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal.
Em nota enviada à comunicação social os socialistas de Valongo consideram que os três concelhos devem lutar, em conjunto, para garantir a conservação "a elevada beleza e o valor ecológico" daquelas serras.
"As agressões ao ambiente são visíveis por todos", afirma Afonso Lobão, para quem "as opções erradas que a Câmara Municipal tomou, ao longo do tempo, estão a prejudicar bastante a capacidade de atracção do concelho ".
Os socialistas defendem que "Valongo, pelas características do seu território, devia ser o concelho verde, o concelho ecológico" do Grande Porto, pelo que o ambiente será "uma das áreas chave do programa político local do PS".
Sustentam ainda que "esta proposta é também um desafio aos dirigentes da Área Metropolitana do Porto (AMP), que vêm, ano após ano, ignorando uma vasta zona verde que há muito vem sendo considerada como o pulmão do Grande Porto".
O candidato do PS sublinhou que o Conselho de Ministros reunido no Palácio do Freixo, em 2003, liderado então por Durão Barroso, aprovou uma resolução demonstrativa da importância deste conjunto natural.
"Infelizmente para Valongo, tal resolução não teve efeitos práticos", já que "o actual executivo de maioria PSD liderado há 16 anos por Fernando Melo não foi capaz de aproveitar aquela conjuntura".
Afonso Lobão propõe-se também, caso ganhe a presidência da autarquia, lutar pela requalificação e renaturalização das bacias hidrográficas dos rios Leça e Ferreira, assim como pela definição de um conjunto de percursos, corredores ecológicos e ciclovias.Em nota enviada à comunicação social os socialistas de Valongo consideram que os três concelhos devem lutar, em conjunto, para garantir a conservação "a elevada beleza e o valor ecológico" daquelas serras.
"As agressões ao ambiente são visíveis por todos", afirma Afonso Lobão, para quem "as opções erradas que a Câmara Municipal tomou, ao longo do tempo, estão a prejudicar bastante a capacidade de atracção do concelho ".
Os socialistas defendem que "Valongo, pelas características do seu território, devia ser o concelho verde, o concelho ecológico" do Grande Porto, pelo que o ambiente será "uma das áreas chave do programa político local do PS".
Sustentam ainda que "esta proposta é também um desafio aos dirigentes da Área Metropolitana do Porto (AMP), que vêm, ano após ano, ignorando uma vasta zona verde que há muito vem sendo considerada como o pulmão do Grande Porto".
O candidato do PS sublinhou que o Conselho de Ministros reunido no Palácio do Freixo, em 2003, liderado então por Durão Barroso, aprovou uma resolução demonstrativa da importância deste conjunto natural.
"Infelizmente para Valongo, tal resolução não teve efeitos práticos", já que "o actual executivo de maioria PSD liderado há 16 anos por Fernando Melo não foi capaz de aproveitar aquela conjuntura".
Afonso Lobão propõe-se também, caso ganhe a presidência da autarquia, lutar pela requalificação e renaturalização das bacias hidrográficas dos rios Leça e Ferreira, assim como pela definição de um conjunto de percursos, corredores ecológicos e ciclovias."
quinta-feira, 26 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Tantas Obras este ano depois de 3 anos sem fazer nada porquê????
Aqui está mais obras que já deveriam ter sido executadas, e só agora vão avançar e não têm vergonha de o dizer!!!!!!!!!!!!
Ribeira que mais polui o Leça vai ser limpa em sete meses
Projecto de despoluição da Gandra custará 1,5 milhões e arranca na segunda-feira (in JN de 13/03/09)
00h30m
MARTA NEVES
Arranca na próxima segunda-feira a despoluição da ribeira da Gandra, em Ermesinde, Valongo. A intervenção, que durará até Outubro, visa eliminar o maior foco poluidor do rio Leça. Serão gastos 1,5 milhões de euros.
O projecto tem por objectivo fundamental a ligação correcta de todas as habitações à rede de saneamento, permitindo assim que seja dado um passo importante na despoluição do rio Leça.
"Há muitas ligações ilegais feitas directamente para essa ribeira, porque são construções já com muitos anos. Já para não dizer que as próprias infraestruturas de saneamento, sendo muito antigas, estão também deterioradas, e é muito mais difícil fiscalizar", disse, ao JN, o vereador do Ambiente da Câmara de Valongo, José Luís Pinto, explicando que a intervenção, que "será dividida em duas fases". O autarca refere tratar-se de um "projecto complexo" dada "a dimensão das obras que vão sofrer muitas ruas" do lugar da Gandra, em Ermesinde.
Na prática, a intervenção, que decorrerá ao longo dos quatro quilómetros da ribeira, passará por alterar uma parte do seu traçado. "A ribeira já está toda entubada, mas vamos pôr tubos a passar um bocado mais ao lado, refazendo todas as ligações de saneamento", descreveu o vereador.
O trabalho, que será subterrâneo, vai alterar o trajecto do curso de água, de forma a que coincida com as ruas. "Neste momento, a Gandra passa indiscriminadamente pelo meio de ruas e de prédios", sublinhou o autarca. "Depois das obras, a acessibilidade à ribeira será também maior", valorizou.
Ainda assim, o vereador do Ambiente avisa que "enquanto esta intervenção estiver a ser realizada, a obra vai ter um impacto negativo junto da população". Nomeadamente, "porque há lugares de estacionamento que vão deixar de estar disponíveis", afirmou acrescentando: "Todas as obras provocam transtornos, mas ali ainda criará mais, porque estamos a falar de uma zona densamente povoada".
Porém, o vereador prometeu que "as pessoas serão sensibilizadas porta a porta e também terão aos dispor cartazes e panfletos a explicar a obra que estará a decorrer junto à zona residencial". Além disso, a partir da próxima segunda-feira, altura em que a intervenção arrancará, vai ser também colocada junto à obra uma roulote "com atendimento permanente para que a população esclarecer todas as suas dúvidas", afirmou José Luís Pinto.
Simultaneamente à intervenção na ribeira da Gandra, a Câmara de Valongo vai aproveitar para requalificar a Praça 1º de Maio que fica localizada em frente ao Centro de Saúde e da Casa do Povo de Ermesinde. A obra, que custará 700 mil euros, vem no sentido de "tornar a zona mais agradável, nomeadamente para os idosos que diariamente frequentam a praça", concluiu o vereador.
Ribeira que mais polui o Leça vai ser limpa em sete meses
Projecto de despoluição da Gandra custará 1,5 milhões e arranca na segunda-feira (in JN de 13/03/09)
00h30m
MARTA NEVES
Arranca na próxima segunda-feira a despoluição da ribeira da Gandra, em Ermesinde, Valongo. A intervenção, que durará até Outubro, visa eliminar o maior foco poluidor do rio Leça. Serão gastos 1,5 milhões de euros.
O projecto tem por objectivo fundamental a ligação correcta de todas as habitações à rede de saneamento, permitindo assim que seja dado um passo importante na despoluição do rio Leça.
"Há muitas ligações ilegais feitas directamente para essa ribeira, porque são construções já com muitos anos. Já para não dizer que as próprias infraestruturas de saneamento, sendo muito antigas, estão também deterioradas, e é muito mais difícil fiscalizar", disse, ao JN, o vereador do Ambiente da Câmara de Valongo, José Luís Pinto, explicando que a intervenção, que "será dividida em duas fases". O autarca refere tratar-se de um "projecto complexo" dada "a dimensão das obras que vão sofrer muitas ruas" do lugar da Gandra, em Ermesinde.
Na prática, a intervenção, que decorrerá ao longo dos quatro quilómetros da ribeira, passará por alterar uma parte do seu traçado. "A ribeira já está toda entubada, mas vamos pôr tubos a passar um bocado mais ao lado, refazendo todas as ligações de saneamento", descreveu o vereador.
O trabalho, que será subterrâneo, vai alterar o trajecto do curso de água, de forma a que coincida com as ruas. "Neste momento, a Gandra passa indiscriminadamente pelo meio de ruas e de prédios", sublinhou o autarca. "Depois das obras, a acessibilidade à ribeira será também maior", valorizou.
Ainda assim, o vereador do Ambiente avisa que "enquanto esta intervenção estiver a ser realizada, a obra vai ter um impacto negativo junto da população". Nomeadamente, "porque há lugares de estacionamento que vão deixar de estar disponíveis", afirmou acrescentando: "Todas as obras provocam transtornos, mas ali ainda criará mais, porque estamos a falar de uma zona densamente povoada".
Porém, o vereador prometeu que "as pessoas serão sensibilizadas porta a porta e também terão aos dispor cartazes e panfletos a explicar a obra que estará a decorrer junto à zona residencial". Além disso, a partir da próxima segunda-feira, altura em que a intervenção arrancará, vai ser também colocada junto à obra uma roulote "com atendimento permanente para que a população esclarecer todas as suas dúvidas", afirmou José Luís Pinto.
Simultaneamente à intervenção na ribeira da Gandra, a Câmara de Valongo vai aproveitar para requalificar a Praça 1º de Maio que fica localizada em frente ao Centro de Saúde e da Casa do Povo de Ermesinde. A obra, que custará 700 mil euros, vem no sentido de "tornar a zona mais agradável, nomeadamente para os idosos que diariamente frequentam a praça", concluiu o vereador.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Só AGORA?????
Só agora ao fim destes anos todos se lembraram do impacto visual que estes esqueletos proporcionam, e na altura o promotor avançou sem o alvará da Câmara? Onde estava a fiscalização na altura?? Quem é este promotor que faliu?? Construiu mais em Valongo??? Vale a pena investigar!!!!!!
Demolido esqueleto de betão com sete andares
Câmara quer resolver problema dos edifícios inacabados (in JN 11/03/09)
00h30m
HUGO SILVA
O imenso mono, edifício inacabado com sete andares, já faz parte da paisagem urbana de Valongo há quase uma década. Está ali, à face da A4. Mas vai deixar de estar. Esta quarta-feira começa a ser demolido. Piso a piso, vai desaparecer.
É o início do processo, no terreno, para acabar com o problema dos edifícios inacabados e abandonados pelos empreiteiros ou promotores imobiliários. Outros quatro empreendimentos estagnados vão ser concluídos ou parcialmente demolidos. A Câmara de Valongo quer acabar com a praga dos edifícios devolutos. Conforme explicou o vereador do Urbanismo, José Luís Pinto, os esqueletos de betão "dão mau aspecto urbanístico" e alguns são refúgio para actividades marginais.
O autarca salientou que o esforço para acabar com estas situações já se prolonga há bastante tempo. A intervenção no terreno é o culminar do processo de negociação com as instituições bancárias que acabaram por ficar com os empreendimentos, por falência das empresas promotoras.
José Luís Pinto explicou que os proprietários dos imóveis têm duas soluções: ou regularizam a situação dos empreendimentos e concluem os edifícios ou avançam para a sua demolição. Nas situações de legalização e continuação dos projectos, serão estabelecidos protocolos que definem prazos para a execução da obra.
No caso do edifício inacabado junto à A4, na Rua de Álvares Cabral, a solução passa pela sua destruição. A decisão foi tomada "depois de várias reuniões" entre a Câmara e o BPN (proprietário).
A construção do empreendimento, com sete pisos e uma área de aproximadamente oito mil metros quadrados de construção acima do solo (mais dois mil metros quadrados subterrâneos), começou em 1999. E começou logo mal: segundo a Câmara, sem o respectivo alvará. Os problemas agudizaram-se com a falência do promotor, passando a obra para a propriedade do BPN. Os trabalhos nunca mais prosseguiram. Ficou um esqueleto de betão sem destino. Com o passar dos anos, a estrutura foi ficando cada vez mais degradada e, observa a Câmara, "não se adivinhava qualquer solução para breve".
"Durante as negociações, a Câmara colocou em cima da mesa duas hipóteses: a legalização da obra (apresentação de projectos e obra devidamente limitada por prazos) ou a demolição e vedação do terreno. Depois de alguma pressão por parte da Autarquia para a resolução da questão, o BPN decidiu-se pela demolição", explica o município.
O edifício será "desmontado" piso a piso, até porque os materiais serão reciclados. A implosão foi descartada, dada a proximidade da auto-estrada.
Demolido esqueleto de betão com sete andares
Câmara quer resolver problema dos edifícios inacabados (in JN 11/03/09)
00h30m
HUGO SILVA
O imenso mono, edifício inacabado com sete andares, já faz parte da paisagem urbana de Valongo há quase uma década. Está ali, à face da A4. Mas vai deixar de estar. Esta quarta-feira começa a ser demolido. Piso a piso, vai desaparecer.
É o início do processo, no terreno, para acabar com o problema dos edifícios inacabados e abandonados pelos empreiteiros ou promotores imobiliários. Outros quatro empreendimentos estagnados vão ser concluídos ou parcialmente demolidos. A Câmara de Valongo quer acabar com a praga dos edifícios devolutos. Conforme explicou o vereador do Urbanismo, José Luís Pinto, os esqueletos de betão "dão mau aspecto urbanístico" e alguns são refúgio para actividades marginais.
O autarca salientou que o esforço para acabar com estas situações já se prolonga há bastante tempo. A intervenção no terreno é o culminar do processo de negociação com as instituições bancárias que acabaram por ficar com os empreendimentos, por falência das empresas promotoras.
José Luís Pinto explicou que os proprietários dos imóveis têm duas soluções: ou regularizam a situação dos empreendimentos e concluem os edifícios ou avançam para a sua demolição. Nas situações de legalização e continuação dos projectos, serão estabelecidos protocolos que definem prazos para a execução da obra.
No caso do edifício inacabado junto à A4, na Rua de Álvares Cabral, a solução passa pela sua destruição. A decisão foi tomada "depois de várias reuniões" entre a Câmara e o BPN (proprietário).
A construção do empreendimento, com sete pisos e uma área de aproximadamente oito mil metros quadrados de construção acima do solo (mais dois mil metros quadrados subterrâneos), começou em 1999. E começou logo mal: segundo a Câmara, sem o respectivo alvará. Os problemas agudizaram-se com a falência do promotor, passando a obra para a propriedade do BPN. Os trabalhos nunca mais prosseguiram. Ficou um esqueleto de betão sem destino. Com o passar dos anos, a estrutura foi ficando cada vez mais degradada e, observa a Câmara, "não se adivinhava qualquer solução para breve".
"Durante as negociações, a Câmara colocou em cima da mesa duas hipóteses: a legalização da obra (apresentação de projectos e obra devidamente limitada por prazos) ou a demolição e vedação do terreno. Depois de alguma pressão por parte da Autarquia para a resolução da questão, o BPN decidiu-se pela demolição", explica o município.
O edifício será "desmontado" piso a piso, até porque os materiais serão reciclados. A implosão foi descartada, dada a proximidade da auto-estrada.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
E assim está entregue o nosso Concelho
Tribunal chumba contratos de três obras já em curso
Construção das escolas da Estação e do Valado renovação da escola da Bela são processos em causa
in JN 17/02/09 (HUGO SILVA)
Os contratos para a construção das escolas da Estação e do Valado, em Valongo, e para a requalificação da escola da Bela, em Ermesinde, três obras que já estão em curso, foram chumbados pelo Tribunal de Contas.
Em causa está, sobretudo, o desrespeito pela legislação referente aos concursos públicos. Segundo o Tribunal de Contas, a Câmara de Valongo já tinha sido alertada, em acórdãos anteriores, para as irregularidades em questão, pelo que a persistência no incumprimento pode dar mesmo origem a sanções financeiras. As multas podem variar entre metade do vencimento líquido mensal e metade do vencimento líquido anual dos responsáveis.
Contactada pelo JN, a Câmara Municipal de Valongo, através do Gabinete de Imprensa, diz-se convicta da legalidade dos processos e espera que os recursos apresentados garantam o visto aos três contratos. Entretanto, as obras vão prosseguir.
No caso da escola da Estação, adjudicada à "Costeira Empreiteiros", os juízes-conselheiros apontam várias irregularidades: a exigência das empresas candidatas possuírem certificado de empreiteiro de obras públicas com a classificação de empreiteiro geral de construção tradicional, a especificação das marcas de materiais e equipamentos a usar nos trabalhos, o preço das cópias do processo e a falta de cabimentação no orçamento municipal.
As falhas - designadamente a exigência quanto à habilitação do empreiteiro e o preço dos dossiês do concurso - repetem-se nos processos das escolas da Bela (adjudicado à QT - Construção e Engenharia) e do Valado (entregue à Lúcio da Silva Azevedo & Filhos) . Neste caso, ainda se faz referência, uma vez mais, a problemas com a cabimentação do investimento no orçamento da Câmara Municipal de Valongo.
Nesse contexto, o Gabinete de Imprensa da Autarquia recordou que o Município ainda não tem orçamento para este ano. Após dificuldades na aprovação do documento no Executivo, só ontem à noite iria ser levado à Assembleia Municipal. Apesar das críticas apontadas pelos juízes-conselheiros, a Câmara de Valongo reitera a sua convicção da legalidade dos procedimentos efectuados.
No entendimento do Tribunal de Contas, as irregularidades detectadas nos processos levaram a que houvesse uma eventual restrição do universo das empresas interessadas nas obras, o que põe em causa os resultados dos concursos públicos.
A construção da escola da Estação foi adjudicada por 935,3 mil euros, a da escola do Valado foi entregue por 1,5 milhões de euros e a requalificação e ampliação da escola da Bela representa um investimento de 584,8 mil euros.
Construção das escolas da Estação e do Valado renovação da escola da Bela são processos em causa
in JN 17/02/09 (HUGO SILVA)
Os contratos para a construção das escolas da Estação e do Valado, em Valongo, e para a requalificação da escola da Bela, em Ermesinde, três obras que já estão em curso, foram chumbados pelo Tribunal de Contas.
Em causa está, sobretudo, o desrespeito pela legislação referente aos concursos públicos. Segundo o Tribunal de Contas, a Câmara de Valongo já tinha sido alertada, em acórdãos anteriores, para as irregularidades em questão, pelo que a persistência no incumprimento pode dar mesmo origem a sanções financeiras. As multas podem variar entre metade do vencimento líquido mensal e metade do vencimento líquido anual dos responsáveis.
Contactada pelo JN, a Câmara Municipal de Valongo, através do Gabinete de Imprensa, diz-se convicta da legalidade dos processos e espera que os recursos apresentados garantam o visto aos três contratos. Entretanto, as obras vão prosseguir.
No caso da escola da Estação, adjudicada à "Costeira Empreiteiros", os juízes-conselheiros apontam várias irregularidades: a exigência das empresas candidatas possuírem certificado de empreiteiro de obras públicas com a classificação de empreiteiro geral de construção tradicional, a especificação das marcas de materiais e equipamentos a usar nos trabalhos, o preço das cópias do processo e a falta de cabimentação no orçamento municipal.
As falhas - designadamente a exigência quanto à habilitação do empreiteiro e o preço dos dossiês do concurso - repetem-se nos processos das escolas da Bela (adjudicado à QT - Construção e Engenharia) e do Valado (entregue à Lúcio da Silva Azevedo & Filhos) . Neste caso, ainda se faz referência, uma vez mais, a problemas com a cabimentação do investimento no orçamento da Câmara Municipal de Valongo.
Nesse contexto, o Gabinete de Imprensa da Autarquia recordou que o Município ainda não tem orçamento para este ano. Após dificuldades na aprovação do documento no Executivo, só ontem à noite iria ser levado à Assembleia Municipal. Apesar das críticas apontadas pelos juízes-conselheiros, a Câmara de Valongo reitera a sua convicção da legalidade dos procedimentos efectuados.
No entendimento do Tribunal de Contas, as irregularidades detectadas nos processos levaram a que houvesse uma eventual restrição do universo das empresas interessadas nas obras, o que põe em causa os resultados dos concursos públicos.
A construção da escola da Estação foi adjudicada por 935,3 mil euros, a da escola do Valado foi entregue por 1,5 milhões de euros e a requalificação e ampliação da escola da Bela representa um investimento de 584,8 mil euros.
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