sábado, 14 de julho de 2007
Como se Manter no Poder
Enquanto deixar a população de Ermesinde "satisfeita" consegue levar a água ao moinho, que é ser reeleito vezes sem conta.
Só que isto deixa uma questão muito importante a pairar sobre o Concelho como se de um fantasma se trata-se; E o resto do Concelho é paisagem???
Isto foi mais uma das tácticas utilizadas para ter o poder a todo o custo, mas cada vez mais escasseia as ideias e o dinheiro para intervir em Ermesinde (com isto o resto do Concelho desespera).
Agora até já se transfere serviços Camarários para Ermesinde, tentando apelar á ideia de "separatismo", cultivada tanto tempo de pôr Valonguenses contra Ermesindenses.
O que se seguirá?? Será que não se mentalizam que o Concelho deveria ser desenvolvido como um todo e não a várias velocidades? Além de sermos o Concelho mais atrasado da Área Metropolitana, ainda querem colocar freguesias mais atrasadas que outras.
A contrastar com o desenvolvimento, merecido seja dito, de Ermesinde, vemos as restantes freguesias deitadas ao abandono e carenciadas de diversas infra-estruturas!
Mas não se preocupem as eleições estão mais perto algumas ideias ainda não foram postas a Público, quando a população tiver conhecimento dos planos para os Novos Passos do Concelho em Valongo, pode ser que a população de Valongo mude, vão é esquecer de dizer que negócios estão por detrás.
Talvez surja novamente a ideia, que vai fazer 16 anos no final do mandato de um estádio para cada freguesia! Lembram-se?? Está tudo documentado é só ir ver o prospecto eleitoral da primeira vez que o Dr.º Fernando Melo se candidatou e ganhou, é verdade nos outros que vieram a seguir vinha sempre a falar nisso mas.....
Ou será que sou eu que estou a viver noutra terra e estas obras já estejam realizadas e em utilização pela população, a Serra da Santa Justa está ao abandono ou fui eu que sonhei, se calhar sonhei que tinha havido uma derrocada no Fojo das Pombas (provocada pelas o"obras" que a Câmara lá realizou) e está ao abandono!!
"O mal da ignorância é que vai adquirindo confiança à medida que se prolonga." E esta confiança já vai para 16 anos lembrem-se quando pensarem ou sonharem em viver no Concelho de Valongo!!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Está na Hora
Sim porque esta é a palavra chave neste puzzle que é uma Autarquia, o planeamento de todas as suas acções em prol do bem dos Munícipes, independentemente se são de uma freguesia com muitos ou poucos eleitores.
Foi este "planeamento" que faltou a este Presidente que se viu eleito e sem rumo definido, mas ao invés de tentarem aos poucos criarem esse rumo que Valongo tanto necessita, limitaram-se a criar umas iniciativas, desgarradas, apenas com cariz eleitoral, começou a valer "o que der para nos manter mais tempo no poder é que serve".
Desta maneira temos vindo a assistir nestes últimos 14 anos (no final do mandato vão ser década e meia de desvario), um afastamento de Valongo como Concelho, dos restantes Concelhos da Área Metropolitana, e sem ideias para dar a volta a esta derrapagem. A dita derrapagem vê-se a tantos níveis, quer Cultural, Económica, Urbanística entre outras. ?Será assim tão difícil acertarem em alguma coisa?
Vou-me concentrar no URBANISMO, palavra cara para este executivo, o URBANISMO não é uma Ciência difícil de ser compreendida, basta ter bom senso, e deixar que os Técnicos, pois eles estão lá é para isso, pensem como deveria ser o nosso Concelho.
Acredito que se estas fossem as indicações do Executivo aos seus Técnicos, iria-se começar a ouvir entre outras coisas como estas "pérolas" do conhecimento, com que deve ser pautada uma boa politica de URBANISMO.
O PDM, coisa esta que toda a gente ouve falar e ninguém quer explicar aos munícipes como funciona, ou pelo menos como deveria funcionar; Plano Director Municipal - deve ser executado para ser apoiado por uma cultura de URBANISMO, que seja as linhas mestras para o desenvolvimento sustentável e harmonioso, não um instrumento que indique a investidores os locais que devem colocar o seu dinheiro para terem mais lucro.
Ou seja este PDM deve ser completado por um documento, a ser executado pelos Técnicos da Autarquia, um verdadeiro Plano de Ordenamento e Planeamento do Concelho de Valongo. Este plano teria como função de indicar como as freguesias, uma a uma, foram pensadas, desde o nível das suas infra-estruturas até á inserção urbana.
Acima de tudo o cenário que temos pela nossa frente, todos os dias, que percorremos as Ruas do Nosso Concelho, dita que a experiência das pessoas que detêm o poder nesta última Década e meia deveria de dar para mais, "Experiência não é o que acontece a um homem. É o que um homem faz com o que lhe acontece." logo deveriam de, pela experiência adquirida, fazer das freguesias, locais aprazíveis de se viver, e não no completo desarranjo intestinal que assistimos!!!
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Cultura Versus Consumismo
Qual NOVA BERLIM, iria ser uma NOVA BRASÍLIA (nesta altura eles iam muitas vezes ao Brasil, não sei fazer o quê), passamos para o agora tão falado (pelo menos nos tempos mais recentes) DESERTO, este a Norte do Rio Tejo.
Então o que fazer com este deserto, onde apenas se vislumbra na sua altivez a Biblioteca Municipal, é verdade já se viu no IRAQUE terras com melhor aspecto, e eles andam em guerra. Que tal instalar um HIPERMERCADO? Dizem que existe um muito bom em BERLIM e em BRASÍLIA também.
E eis que surge vindo do nada mais uma ideia para criar em Valongo mais uma ..................... sei lá vou chamar-lhe "desorientação", pois é disso que parecem sofrer os chamados "homens do poder"
O que é verdade é que:
- os índices da qualidade de vida, provam que o concelho de Valongo ocupa o último lugar dos concelhos da AMP.
- é de referir igualmente os baixos índices de educação, apoio social e saúde, por exemplo, 7,8% dos Valonguenses não concluiu o 2º Ciclo do Ensino, 23,3% não frequenta o 3º Ciclo, e apenas 15% das crianças é que frequenta uma creche. Na terceira idade, apenas 3% dos idosos têm lugar em lares e centros de dia, na Saúde, existem 16 500 habitantes que estão sem médico de família.
- Valongo tem uma área de 75,2 km2, grande maioria desta área de uma beleza natural pouco vista no mundo, (sim no mundo porque o Anticlinal de Valongo vem nos livros de todo o mundo em termos Geológicos), e cerca de 86 005 habitantes havidos por ver que o desenvolvimento e progresso não é só BETÃO.
E não é que o melhor que o Executivo Camarário arranjou para a Freguesia de Valongo é colocá-la no Livro do Guinness, como, a Freguesia com mais oferta de Hipermercados por Habitante???
- Valongo, freguesia, tem 18 698 habitantes e 2 066 ha. Se ainda sei fazer contas e a memória não me atraiçoa com os planeados Hipermercados já vamos com 10. O que dá 1 870 +- Habitantes para cada hipermercado, será que dá para todos sobreviverem??
Que é feito das politicas de Educação? e a Cultura, vai ficar apenas pela Biblioteca, elegantemente só, e pelo Magic Valongo?
Entre as políticas, não podemos dissociar a politica da cultura e a política de educação porque ambas se misturam e uma é o veio transmissão e construção da outra. Por este motivo uma política de cultura é indissociável de uma política de educação.
É importante não cair-mos na tentação para sobrevalorizar a parte económica da cultura, é possível fazer coisa importantes com poucos recursos, e claro não podemos fugir ao paradigma de que nada tem importância se não for executado com grandes verbas. Os objectivos culturais não podem ser ultrapassados por objectivos puramente mercantis. A CULTURA e a EDUCAÇÃO têm um significado mais profundo e são a identidade de uma comunidade, neste caso de VALONGO estamos a passar por uma grave crise de identidade.
Assistimos a um executivo Camarário que não tem verbas, ou melhor atrevo a dizer mesmo que as "perdeu", sem essas verbas e pelo pensamento mercantil, não podem envolver-se em projectos "Educacionais-Culturais", também não têm imaginação para mais, só mesmo comprando dai o pensamento mercantil!!!
Por isso deixo esta última reflexão, se é para transformar Valongo em terra com objectivos puramente mercantis, que tal colocar á entrada e saída de Valongo umas "portagens", umas caixas de pagamento como os Hipermercados e transformar Valongo num Gigantesco Hiper, onde o Melaço e artigos dai originários são mais barato que nos outros locais.